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13 Jul

Os efeitos da sensibilização musical na primeira infância se estendem não somente ao aprendizado musical, mas se refletem também no aspecto cognitivo, social e motor como um todo, propiciando o desenvolvimento da criança por completo, com ganho de potencialidades cujos benefícios poderão ser percebidos ao longo de toda a vida.

A aproximação da criança com a linguagem musical, é, portanto, extremamente propícia e natural, devendo ser estimulada pelos pais e educadores pelos inúmeros benefícios cognitivos, emocionais e sociais que tem a oferecer na formação do indivíduo.

Para melhor entendermos a importância da música no universo da criança, batemos um papo com a Débora Rodrigues arte educadora musical da Jujubarte Creche Escola.

Débora, sabemos que é de fundamental que a aproximação com a música seja mediada de forma gradativa e prazerosa, de acordo com cada fase do desenvolvimento infantil. Como a mamãe e o papai podem estimular essa sensibilização musical em casa?
Débora Rodrigues: O melhor jeito de aproximar a criança da música é fazer com que ela, de fato, permeie seu cotidiano e cantar com os filhos é um excelente modo de fazer isso. Vale cantar com a criança na hora do banho, durante os passeios de carro, no caminho para a padaria, na hora de dormir... A música cantada pelos pais é também uma forma de carinho e uma excelente oportunidade de integração e conexão profundas com os filhos. Separar um momento diário para que os pais possam se sentar junto à criança para juntos tocar instrumentos e cantar músicas pode garantir muita diversão. E se os pais sabem tocar algum instrumento ou mesmo se estão aprendendo é legal que pratiquem com frequência junto à criança. Fazer com que a introdução musical seja forjada em meio a lembranças afetivas, com certeza fará com que a música ocupe para sempre um lugar muito especial no coração das crianças.

 

 

Existe algum estilo musical que agrada mais os pequenos ou podemos ser ecléticos nas nossas escolhas?
Débora Rodrigues: O mais importante é que a criança possa observar o quanto a relação com a música causa efeitos prazerosos nos seus pais e familiares próximos. Por isso, a música que toca em casa tem que ser aquela que agrada também aos adultos, que os faz ter o impulso genuíno de dançar e cantar junto. A criança aprende melhor pelo exemplo direto e quando vê os adultos felizes, empolgados, se relacionando com a música, entende que isso é algo muito especial e vai querer reproduzir isso ao longo da sua vida.

Qual seria o melhor instrumento para essa iniciação musical?
Débora Rodrigues: Considerando que a iniciação musical deve se limitar à apresentação desse riquíssimo universo aos pequenos, a ideia é variar ao máximo. É muito bom que a criança possa ser apresentada às mais diversas sonoridades, manuseando com total liberdade os instrumentos, observando pela experimentação que qualidades de movimentos e intensidades são necessárias para a produzir som em cada um deles. O ideal é oferecer instrumentos leves, adequados ao tamanho da criança e que possam ser manuseados sem riscos. Mas é importante lembrar que nessa faixa etária não deve haver qualquer tipo de expectativa de que a criança de fato aprenda a tocar qualquer instrumento. A ideia é se familiarizar com a música com total liberdade e alegria.

"A criança aprende melhor pelo exemplo direto e quando vê os adultos felizes, empolgados, se relacionando com a música, entende que isso é algo muito especial e vai querer reproduzir isso ao longo da sua vida." Débora Rodrigues

A prática do canto faz parte dessa importante introdução à música?
Débora Rodrigues: A prática do canto é de vital importância na introdução musical porque conta com o nosso primeiro e mais íntimo instrumento, o qual já nasce com o indivíduo: a voz. Além disso, quando desenvolvido em grupo, o canto promove uma importantíssima ferramenta de sociabilização, permitindo um aumento da criatividade e aprimoramento dos processos de autoconhecimento e auto expressão da criança.

Débora, qual é o sinal mais claro que existe um futuro musicista na família?
Débora Rodrigues: Um sinal muito claro pode ser observado já em bebês, ao sacudirem as mãozinhas com euforia para dançar uma música animada ou em uma criança pequena que passa o dia cantando seu repertório musical cada vez mais variado. A verdade é que somos todos potenciais musicistas, trabalhando com isso profissionalmente ou não. O contato íntimo com a música tem muito a acrescentar à vida de qualquer indivíduo e por isso deve ser estimulado em todas as crianças, tornem-se elas médicos, advogados, pilotos ou musicistas. Quem toca um instrumento nunca estará sozinho.

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